Como o Pediatra Pode Ajudar a Reduzir a Frequência das Infecções Respiratórias?
Postado em: 21/07/2025
Se você sente que seu filho está sempre com tosse, nariz escorrendo ou alguma virose, saiba que você não está sozinho. Infecções Respiratórias são extremamente comuns na infância, especialmente nos primeiros anos de vida, quando o sistema imunológico ainda está em formação e a exposição a vírus aumenta com a entrada na escola ou creche.

Isso não significa que devemos aceitar esses episódios com naturalidade o tempo todo. Como pediatra, posso te assegurar que há muito o que podemos fazer juntos para reduzir a frequência dessas infecções.
Não se trata de eliminar por completo os quadros respiratórios — até porque algumas exposições são importantes para o amadurecimento imunológico — mas de equilibrar, prevenir e cuidar com atenção.
A seguir, entenda como podemos prevenir essas infecções!
Por que algumas crianças ficam mais doentes do que outras?
Essa é uma pergunta que recebo com frequência. E a resposta envolve uma combinação de fatores.
Crianças que frequentam creche desde cedo, têm irmãos mais velhos, foram prematuras ou têm histórico de alergias respiratórias geralmente adoecem mais.
Além disso, condições como refluxo, imunidade baixa, exposição à fumaça de cigarro ou ambientes muito fechados também favorecem as infecções de repetição. Mas cada caso precisa ser avaliado com calma.
Às vezes, não há nenhuma causa específica: a criança está apenas passando por um período em que o sistema imunológico ainda está aprendendo a se defender.
O mais importante é perceber se essas infecções estão afetando a rotina — se geram internações, uso recorrente de antibióticos, afastamentos escolares ou queda no ganho de peso.
Como o pediatra pode orientar a prevenção das infecções respiratórias?
O primeiro passo é conhecer bem a história da criança. No consultório, investigamos com atenção a frequência dos episódios, a intensidade dos sintomas, os gatilhos mais comuns e como foi a resposta a tratamentos anteriores.
Com essas informações, conseguimos montar um plano de cuidado mais personalizado.
Entre as orientações mais comuns que costumo dar, estão:
- Atualizar o calendário vacinal, especialmente com vacinas contra gripe, pneumococo e coqueluche;
- Estimular uma alimentação rica em frutas, verduras, ferro e zinco, que fortalecem a imunidade;
- Cuidar da qualidade do sono, já que o descanso adequado é essencial para o sistema imune funcionar bem;
- Orientar lavagem nasal com soro fisiológico em dias mais secos ou com secreção;
- Evitar exposição a fumaça de cigarro, poeira e mofo, que irritam as vias respiratórias;
- Reduzir a frequência em ambientes fechados e com muitas crianças durante surtos ou estações mais críticas.
Além disso, em alguns casos específicos, podemos indicar o uso de medicações preventivas, reforço de vitaminas ou até acompanhamento com o pneumologista pediátrico. Tudo vai depender da necessidade de cada criança.
Quando é hora de investigar mais a fundo?
Quando as infecções respiratórias são muito frequentes — como mais de oito resfriados por ano, ou três ou mais pneumonias em um período curto — podemos sim aprofundar a investigação.
O pediatra pode solicitar exames de sangue, de imagem ou até encaminhar para avaliação de alergias ou imunidade.
Esses exames ajudam a descartar causas menos comuns, como deficiências imunológicas ou alterações respiratórias estruturais.
Com acompanhamento próximo e um cuidado construído em parceria com a família, é possível sim reduzir os episódios de “Infecções Respiratórias“.
Para recomendações personalizadas, não deixe de trazer seu filho para uma consulta. Entre em contato e agende seu horário!
Pediatra e Pneumologista Pediátrica
CRM: 220125 | RQE: 93070 | 930701
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