Como a Pediatria Orienta o Uso de Tecnologia por Crianças

Postado em: 07/07/2025

A tecnologia tem seu lugar: ela pode informar, entreter e até apoiar o aprendizado. No entanto, a Pediatria deve estar atenta aos efeitos do uso excessivo ou sem supervisão. 

Como a Pediatria Orienta o Uso de Tecnologia por Criancas

Problemas de sono, dificuldade de concentração, atraso na linguagem e irritabilidade são queixas frequentes no consultório. 

A seguir, vamos conversar sobre quando, quanto e como permitir o uso das telas, respeitando o momento de desenvolvimento da criança!

Em que idade a criança pode começar a usar telas?

Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório, e minha resposta é: o mais tarde possível

A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Academia Americana de Pediatria recomendam que crianças menores de 2 anos não tenham contato com telas, salvo em videochamadas supervisionadas. 

Isso porque, nessa fase, o cérebro está em pleno desenvolvimento e precisa de estímulos reais — olhar, toque, interação com o mundo físico.

Entre 2 e 5 anos, o uso deve ser limitado a no máximo 1 hora por dia, sempre com supervisão. 

A tecnologia pode ser usada como complemento, e não como substituto de atividades importantes como brincar, correr, conversar ou interagir com os pais. 

Depois dos 6 anos, o uso pode ser mais flexível, mas sempre com limites claros e com atenção ao conteúdo acessado.

Como a pediatria orienta a definir limites saudáveis para o uso da tecnologia?

Não se trata de proibir, mas de equilibrar. A tecnologia pode sim estar presente na rotina da criança, desde que dentro de um contexto saudável, com regras e propósito. 

Os limites ajudam a criar segurança, previsibilidade e evitam o uso excessivo ou compulsivo.

Algumas estratégias importantes que a Pediatria sugere são:

  • Estabeleça horários fixos para o uso das telas, preferencialmente longe das refeições e do horário de dormir;
  • Evite telas antes de dormir, pois a luz azul prejudica a produção de melatonina, o hormônio do sono;
  • Use ferramentas de controle parental para limitar o tempo e monitorar os conteúdos;
  • Dê o exemplo, pois crianças aprendem muito mais observando do que ouvindo;
  • Inclua momentos “offline” em família, como refeições sem celular, leitura de livros e passeios ao ar livre.

Cuidados como esses ajudam a construir uma relação mais consciente com a tecnologia desde cedo.

O que observar no comportamento da criança?

Muitos pais só percebem que o uso das telas está excessivo quando os sintomas começam a aparecer. 

Nem sempre é fácil fazer essa relação no início. Por isso, é importante observar o comportamento da criança e identificar sinais de alerta.

Fique atento se notar, por exemplo:

  • Irritabilidade ou agressividade ao interromper o uso das telas;
  • Perda de interesse por brincadeiras, leitura ou interação com outras crianças;
  • Alterações no sono, como dificuldade para dormir ou sono agitado;
  • Queda no rendimento escolar ou dificuldade de concentração;
  • Comportamento mais isolado ou apatia.

Sinais como esses não significam, por si só, que a tecnologia é a vilã. Mas indicam que talvez seja o momento de revisar o equilíbrio entre tela e vida real. 

Vale conversar com o especialista em pediatria e, se necessário, contar com o apoio de profissionais da psicologia ou da neuropediatria.

Agende uma consulta para conversarmos pessoalmente! Entre em contato e escolha seu horário!

Aline Amoras

Pediatra e Pneumologista Pediátrica

CRM: 220125 | RQE: 93070 | 930701

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